quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Retorno do inferninho... hahaha

Pois é, estou de volta. Recuperada de três dias de 'luta' no carnaval e morrendo de raiva dos acordes de "Base do Beijo", "Rebolation", "Tum ta tá", enfim, de axé music, em geral. Quem estiver lendo esse post deve estar se perguntando: "Você não tinha declarado todo o seu amor e afeição ao carnaval de Salvador? Por que tá morrendo de raiva de axé agora?". Pois então, caro leitor, carnaval realmente é MUITO BOM (apesar do meu não ter sido tão bom assim), porém são SETE dias ouvindo axé a todo o tempo, sem uma pausa, desde quando você acorda até a hora de dormir, excluindo as vezes em que você sonha em que está na Avenida (depois desse ano, não mais Avenida e sim, Barra) ao som da banda Eva. Sendo assim, 99% da galera que passa o carnaval aqui em Salvador, quando a festa acaba, se descobre com uma baita fobia de axé. E de pessoas também. Nossa, é MUITA gente no carnaval. A cidade vira um formigueiro LI-TE-RAL-MEN-TE. Pretendo não ir para lugares cheios e badalados por um bom tempo (um mês. Tá, ok, é mentira, vou sair amanhã).

Agora, apesar de todas essas recém adquiridas fobias, devo reconhecer que a situação poderia estar muito pior para mim. Graças aos céus (com |Deus e todos os santos nele) eu não peguei aquela típica gripe de carnaval, muito incoveniente e desagradável. Como de costume, a cada ano a gripe recebe o nome da música 'sucesso' do carnaval, e esse ano, claro, a gripe não poderia deixar de se chamar "rebolation".

Conclusão: estou planejando seriamente passar três finais de semana em casa, no mínimo, mas, infelizmente, minha vida social, meus amigos festeiros e minha natureza soteropolitana não permitem que eu concretize meus planos. Nesse final de semana lá vou eu para um aniversário, em um barzinho chamado '30 seg', o barzinho dos publicitários (puxando sardinha para o meu lado, claro, em outras palavras, fazendo propaganda). Não queria ir. Não queria mesmo, mas o aniversário é de uma grande amiga de infância, sabe como é né... Pelo menos o som ambiente será dos Beatles! Yeah, yeah, yeah



domingo, 14 de fevereiro de 2010

Que a sorte esteja comigo...

"Já pintou o verão
calor no coração
a festa vai começar
Salvador se agita
numa só alegria
eternos Dodô e Osmar...

Na Avenida Sete
na paz, eu sou Tiete
na Barra, o farol a brilhar
carnaval na Bahia
oitava maravilha
nunca irei te deixar, meu amor..."

Essa música acima consegue expressar tudo aquilo que o carnaval representa para cada soteropolitano e o que os foliões sentem quando se vêem na Avenida ou na Barra, atrás de um trio. Muitos devem pensar que é besteira, que carnaval é uma festa comercial e elitista e tudo aquilo que a Indústria Cultural se refere segundo Adorno. Eu sei que pelo crescimento dessa festa, o carnaval tornou-se, sim, comercial, porém a energia que esta transmite e a emoção que provoca naquele que participa dela é impressionante e inegável.
Desde muito nova eu curto carnaval
. Minha mãe sempre me levou para ver os trios nos camarotes, saiu comigo em blocos infantis, tudo para que eu, desde cedo, me familiarizasse com o carnaval. Fui crescendo até que desejei sair em bloco com amigas e, lhe digo leitores, foi uma luta até eu conseguir essa proeza. Saí a primeira vez ano passado, no bloco Eva com meu amado Saulo Fernandes (Saulinho para os íntimos). Bom... faço uma confissão agora: por mais que eu estivesse familiarizada com o carnaval de Salvador, eu NUNCA havia sentido o que eu senti quando saí na Avenida com o Eva. Foi uma mistura de sentimentos, uma vibração tão forte, uma energia tão grande, algo que me fazia arrepiar dos pés até o cabelo! ALUCINANTE! Naquele instante em que eu me vi pertinho do trio, aos pés de Saulo, cantando "Só eu e você", eu me emocionei de tal forma, que quando lembro parece que foi um sonho. Essa minha estréia no carnaval entrou no rol de "momentos marcantes de minha vida"; é algo que eu vou levar para sempre na minha memória e no meu coração e vou passar para meus filhos assim como minha mãe fez comigo.

Existem pessoas que não curtem carnaval nem Axé Music, porém acho impossivél não se impressionar com a história dessa música e do trio elétrico. Assisti inúmeros programas que contaram essas duas histórias (nesse ano completam-se 60 anos de trio elétrico e 25 anos do Axé Music)
e, de fato, quando mostram as imagens de milhares de pessoas, ao redor do trio, todas em uma só alegria, vibração e energia, independente de raça, cor, crença e posição social, me impressionam. Infelizmente, o carnaval se comercializou a ponto de segregarem novamente as pessoas e tornar aparente a desigualdade social. Fico triste com isso. Porém, acredito na melhora dessa situação e eu, como futura profissional de comunicação, pretendo dar minha contribuição para que a folia volte a ser mais integrada como antigamente.

Enfim, conclusão da história é que AMO carnaval, apesar de seus defeitinhos, mas AMO sim, acho lindo, acho emocionante e vou continuar apoveitando essa festa por mais alguns anos aí. Viva o trio, viva o axé, viva o samba-reggae, viva o afro-pop... Viva a todos! (Sim, estou empolgada, e sim, vou sair daqui a pouco para a Avenida).

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Inspiração

Finalmente, consigo fazer meu blog que há tanto tempo queria ter! Finalmente, criei coragem e ativei essa emoção, para assim, clicar no link "criar blog"! Hoje é um dia comum, porém especial, porque é o dia do nascimento desse meu diário virtual, ou seja, o dia em que decidi compartilhar com vocês meus pensamentos e minhas emoções. Se a gente pensar bem, essa tarefa é nada fácil, pois, para realizá-la, temos que estar dispostos a apresentar às pessoas, que nem conhecemos, nossas opiniões sobre o mundo, sobre a vida, sobre as pessoas e nossas emoções de aflição, de raiva, de alegria, de indignação e de felicidade, sem saber como essas pessoas reagirão a essa exposição da nossa intimidade. Só o fato de nos expormos já é difícil, e tenho que confessar, eu sou uma pessoa bem reservada, mas tão reservada a ponto de não expor a minha opinião quando é adequado. Por essa razão e por não aguentar guardar tanta emoção e tanto pensamento nesse corpinho só, que faço esse blog para descarregar um pouco tudo o que eu guardo e assim me sentir mais leve.
Como já falei, há muito tempo já vinha pensando em criar um blog, e nesses pensamentos tinha feito um acordo comigo mesmo de que o primeiro post teria que apresentar um pequeno texto de minha autoria que fala muito de mim. Assim estaria apresentando um "filhote" meu e me apresentando ao mesmo tempo. E além disso, foi desse pequeno texto que tirei o título do blog. Então, lá vai!


"E a liberdade me leva feito uma brisa leve, sem pressa e sem direção. E no embalo dessa canção, vou viajando céu e terra, leste e oeste, pensamentos e emoção.
Chego no sol, piso na lua, toco as estrelas e me sinto tão pura, tão nua, tão eu.
Nessa forma alada, dou a volta no mundo, sobrevôo o muro e, cada vez mais alto, eu subo até ficar entre as nuvens de algodão doce, entre os mares de vagos amores.

Para quê manter os pés no chão, se posso voar?


Por isso permaneço assim: leve, feito uma brisa leve, sem pressa e sem direção, para que a liberdade possa me levar."



Bom... Isso é tudo!